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Ciclo de reskilling: saiba como criar um programa de requalificação eficaz

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O ciclo de reskilling é uma estratégia que auxilia na criação de um programa de requalificação eficaz, para que os profissionais da sua empresa consigam de fato assumir um novo cargo, não apenas participar de um curso.

Em um mercado onde a IA e a automação mudam a cada semestre e influenciam diretamente o trabalho, entender esse ciclo é a diferença entre ficar estagnado ou ser protagonista da própria carreira.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 60% dos trabalhadores precisarão de treinamento até 2027, mas apenas metade tem acesso a oportunidades adequadas hoje.

Portanto, quando uma empresa investe na requalificação, valoriza os seus talentos e obtém resultados positivos com a contribuição desses profissionais.

Entenda como funciona e como estruturar um programa de requalificação eficaz.

O que é o ciclo de reskilling?

O ciclo de reskilling é o processo estratégico de aprender novas habilidades para desempenhar uma função completamente diferente da atual, mas na mesma empresa.

Diferente do upskilling (melhorar no que você já faz), o reskilling é sobre reinvenção.

Sendo assim, o profissional pode ser promovido a um cargo superior após aprender novas habilidades, para que atenda às necessidades da organização.

A aprendizagem de novas habilidades ocorre através de treinamentos que irão suprir as lacunas de conhecimento necessárias para desempenhar a nova função.

Dessa forma, a empresa não precisa buscar fora um profissional para ocupar um cargo de confiança, por exemplo.

As 5 etapas do ciclo de reskilling

Para que o aprendizado não seja apenas um “acúmulo de cursos” e sim uma transição de carreira eficaz, o ciclo de reskilling geralmente segue este fluxo:

  1. Mapeamento de lacunas: identificar quais habilidades o mercado está exigindo e quais o profissional possui.
  2. Definição do objetivo: escolher o cargo que necessita ser preenchido: um analista administrativo migrando para análise de dados, por exemplo.
  3. Aprendizado focado: envolve cursos, treinamentos, certificações, bootcamps ou mentorias.
  4. Aplicação prática: teoria sem prática é esquecimento, então o profissional precisa praticar a nova habilidade antes de assumir a nova função (voluntariado ou simulações, por exemplo).
  5. Integração e feedback: a entrada efetiva na nova função acontece e o ciclo de reskilling se fecha (ou reinicia), e o profissional passa a aplicar os novos conhecimentos em um ambiente real e recebe feedback para ajustes.

Além disso, é interessante fazer um inventário de habilidades transferíveis (comunicação, resolução de problemas, liderança) que podem levar para o novo cargo.

Por fim, é importante ressaltar que o reskilling moderno não é mais um evento único (“me formei”), mas um estado mental de lifelong learning (aprendizado contínuo).

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