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Modelo CHAVE: saiba como utilizá-lo a favor da educação corporativa

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O Modelo CHAVE é uma evolução do clássico modelo CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude) e pode ser aplicado na educação corporativa para otimizar os programas de Treinamento e Desenvolvimento (T&D). 

Enquanto o CHA foca primordialmente no indivíduo, o CHAVE expande a gestão por competências para incluir a cultura organizacional e o contexto operacional da empresa. 

O que é o modelo CHAVE?

CHAVE é o acrônimo para cinco competências essenciais para a alta performance profissional:

  • C – Conhecimento (saber): domínio teórico de conceitos e informações técnicas.
  • H – Habilidade (saber fazer): capacidade técnica de aplicar o conhecimento na prática.
  • A – Atitude (querer fazer): perfil comportamental, postura, proatividade e motivação.
  • V – Valores (saber ser): alinhamento dos comportamentos do colaborador com a ética e a cultura da empresa.
  • E – Entrega (saber gerar resultados): impacto real gerado e a capacidade de alta performance, considerando o ambiente e as condições de trabalho.

Como aplicar o modelo CHAVE na educação corporativa?

Na educação corporativa, o modelo CHAVE atua como referência para o Design Instrucional, Arquitetura de Aprendizagem e Diagnóstico de Necessidades de Treinamento (DNT). 

Nem todo problema de desempenho é resolvido com curso, então o CHAVE ajuda a identificar a causa raiz e prescrever a solução correta, por exemplo:

  • Falta conhecimento (C): não sabe o que ou por que fazer → cursos teóricos, e-learning assíncrono, microlearning, manuais e bases de conhecimento. 
  • Falta habilidade (H): sabe a teoria, mas hesita ou erra ao executar → workshops práticos, simulações, estudos de caso, role-playing, job shadowing e mentorias. 
  • Falta atitude (A): sabe e consegue fazer, mas não tem iniciativa ou engajamento → programas de liderança, coaching comportamental, trilhas de inteligência emocional e gamificação. 
  • Falta valores (V): entrega resultados, mas infringe regras culturais ou de compliance → onboarding cultural, treinamentos de compliance, diálogos sobre o propósito organizacional. 
  • Falta entrega (E): tem capacidade, mas o ambiente (processos/ferramentas) limita o resultado → aprendizagem no fluxo de trabalho, suporte de desempenho e ajustes estruturais. 

Após realizar esse diagnóstico, é possível criar ações educativas desenhadas em etapas consecutivas do modelo CHAVE:

  1. Absorção (C): módulos conceituais rápidos.
  2. Aplicação (H): exercícios práticos e laboratórios com feedback imediato.
  3. Vivência (A): dinâmicas de grupo, desafios e mentoria com líderes.
  4. Cultura (V): conexão explícita entre a competência e os pilares de cultura da empresa.
  5. Transferência (E): avaliação de desempenho on-the-job (medindo a entrega 30/60/90 dias após a capacitação).

Por fim, para medir a evolução de competências, com a aplicação do modelo CHAVE, observe:

  • Reação e aprendizado: retenção do Conhecimento e da Habilidade.
  • Comportamento no cargo: alteração de Atitude e vivência dos Valores.
  • Resultados do negócio: Entrega real gerada no ambiente de trabalho.

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